quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aprendendo a brincar!

Por: Vanessa Cicatti

Há coisas na vida que aprendemos e não nos esquecemos mais. Uma dessas coisas é brincar.
Mas com o passar do tempo vamos nos esquecendo como fazer isso e com a chegada dos filhos ficamos perdidos na hora de interagir com eles e nos perguntamos: será que dá para reaprender a brincar?
Dá sim! E nós vamos ajudá-lo a fazer com que esse momento de diversão colabore para o desenvolvimento de seu filho.

Sem medo de brincar
Brincar é um ato aparentemente simples, mas para alguns pais pode ser um grande mistério, uma vez que encontram dificuldades em iniciar um jogo com seu filho ou enfrentam a falta de tempo como principal obstáculo.
Diante dessa dificuldade, surge uma série de dúvidas: Como devo brincar com meu baixinho? Qual a melhor maneira de interagir com ele de forma que possa ajudá-lo a se desenvolver? Embora não existam respostas prontas e definitivas para essas questões, existem algumas dicas que podem ser levadas em consideração para tornar essa doce experiência ainda mais prazerosa.
A psicopedagoga Ana Lúcia Grespan Neves Mancini da Academia Bem Me Quer Sports, explica que muitas vezes lidar com o bebê pode gerar muita insegurança por parte dos pais, principalmente porque atualmente eles têm acesso a muitas informações que, às vezes, chegam desencontradas, fazendo com que acabem ficando sem saber o que fazer.
“É preciso que os pais se tranqüilizem, confiem em sua sensibilidade e acreditem que brincar com o bebê não requer receitas mirabolantes.
Aquelas brincadeiras naturais, quase instintivas, que todo mundo conhece, porque passam de geração para geração, são as que contêm toda a estimulação necessária para o bebê”, lembra Ana Lúcia Mancini.

Juntinho é mais gostoso
Para a psicopedagoga, a melhor maneira de os pais interagirem com seus filhos de forma que possam ajudá-los em seu desenvolvimento é por meio do contato e da cumplicidade. “O tipo de estímulo não é tão importante quanto a forma como ele é oferecido. O afeto e o vínculo com o bebê devem ser partes principais da brincadeira. É preciso que haja magia e intensa troca de olhares que culminam em um lindo sorriso.”
Brincar com a criança é muito importante. Afinal, no começo da vida é por meio da brincadeira que o bebê se relaciona com os outros, exercita sua inteligência e desenvolve suas potencialidades.
Ana Lúcia Mancini lembra que “os pais são os parceiros mais queridos nesta grande aventura que é brincar, pois por meio deles a brincadeira ganha um brilho especial e o bebê adquire segurança e maturidade”.
Além disso, brincar com seu anjinho contribui para o fortalecimento dos vínculos tanto da mãe com o filho, como do pai com o filho. Tudo isso porque “as brincadeiras de um e de outro diferem e mostram ao nenê que um leva para o mundo (pai) e o outro protege (mãe), o que é ótimo, pois, quem tem colo de mãe para voltar, vira super-herói com mais facilidade”, afirma a psicopedagoga.

Brinquedo certo no espaço ideal
Embora não existam hora nem local que impeçam uma boa brincadeira, a psicopedagoga explica que é importante que o lugar onde a criança brinca seja claro, arejado e seguro para que ela se sinta confortável e confiante. “Um local agradável, ao ar livre, com clima ameno, sem muito barulho também é muito atraente e agradável.”
Outro fator importante e para o qual os pais devem estar muito atentos é a escolha do brinquedo, afinal, isso interfere diretamente na qualidade da brincadeira.
Segundo Ana Lúcia Mancini, “o brinquedo tem valor quando o baixinho consegue criar e transformar em cima dele”.
Para isso, temos de observar se o brinquedo:
• Atende à etapa do desenvolvimento  em que o bebê se encontra.
• Desafia seu pensamento e o convida a brincar.
• Estimula sua criatividade.
• Pode ser utilizado de diferentes formas.
• Estimula-o sensorialmente por meio de suas cores, das diferentes formas e texturas.
• É durável e, principalmente, seguro.
Se o brinquedo se encaixar em todos esses requisitos, então ele é ideal para divertir e ensinar seu filhinho!

Lições de brincadeira
Como durante cada etapa do desenvolvimento, a criança necessita de estímulos diferentes, está claro que, por essa razão, as brincadeiras devem se adequar a cada faixa etária.
A psicopedagoga da Academia Bem Me Quer Sports explica que essa necessidade se dá porque “a evolução do ser humano segue um programa geneticamente determinado, fazendo com que o nenê cumpra etapas com cronologia e épocas determinantes”.
Ela também ressalta que as brincadeiras devem obedecer o desenvolvimento do pequeno e que não adianta tentar apressar etapas.

Veja quais são as brincadeiras certas para cada faixa etária:
0 a 3 meses: nesta fase, a maior paixão da criança são os pais. É por meio deles que o bebê percebe o mundo. Portanto, conversar, cantar músicas de ninar e tocar o bebê são deliciosas brincadeiras.
3 a 6 meses: ofereça brinquedos seguros que o pequeno possa pegar e levar à boca, bem como objetos que emitam sons para que ele possa chacoalhar ou, simplesmente, deixe que ele segure e brinque com o chocalho. É interessante também imitar os sons do bebê como em uma conversa que só vocês podem entender, ao cantar ou conversar com ele, mova-se lentamente de um lado para o outro, para que ele o acompanhe com o olhar. Outra dica: brinque muito com ele na hora do banho!
6 a 9 meses: brinque de esconde-esconde com o nenê, colocando e tirando uma fralda de seu rostinho. Outra opção é afastar objetos e brinquedos para que ele se esforce para pegá-los ou se colocar distante dele, estimulando-o para que se arraste até você. Você também pode colocá-lo diante do espelho e fazer caretas para ele. É importante que ofereça ao pequeno brinquedos para tocar e manipular.
10 a 12 meses: dê-lhe bonecos, bolas ou bichinhos de pano e estimule-o a arremessá-los para longe várias vezes. Coloque a criança sobre suas pernas e brinque de cavalinho, dando pequenos saltos enquanto canta. Conte histórias, mostre livros infantis e ofereça brinquedos de encaixe. Brinque de colocar e tirar objetos de uma caixa ou imite sons de bichinhos com ele.
1 a 2 anos: desenhe, pinte, rabisque e se divirta com ele. Brinque de esconder e cante cantigas de roda.
2 a 3 anos: viaje com ele em suas brincadeiras e personagens. É hora do faz-de-conta, de brincar de casinha, de bombeiro, com terra e areia.

Informações do especialista:
Ana Lúcia Grespan Neves Mancini é pedagoga formada pela Faculdade de Ciências e Letras de Moema e psicopedagoga formada pela Universidade São Marcos. Trabalha na Academia Infantil Bem Me Quer Sports.

Academia:
Ana Lúcia Grespan Neves Mancini
Bem Me Quer Sports
Unidade Vila Mariana
Rua Estado de Israel, 1033  – Vila Mariana – São Paulo – SP
Tel: 11 5573-6929
Unidade Vila Olímpia
Rua Quatá,  140 – Vila Olímpia São Paulo – SP
Tel: 11 3044 -1108
Unidade Brooklin
Av. Santo Amaro,  5104 – Brooklin – São Paulo – SP
Tel: 115183 - 4464
www.bmqsports.com.br


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pesquisa revela que grávidas com excesso de peso têm nenês mais gordos

Por: Vanessa Cicatti

Muitas mulheres ao engravidar acham que a gestação é a desculpa perfeita para comer tudo aquilo que tem vontade sem ter que pensar na balança. Ledo engano!
Pesquisa realizada por cientistas norte-americanos e publicada na revista médica Lancet revela que mulheres que ganham excesso de peso durante a gravidez têm bebês mais gordos, que poderão tornar-se adultos obesos.
Durante o estudo, os pesquisadores acompanharam nascimentos em Michigan e Nova Jersei entre 1989 e 2003, focando sua atenção nas mulheres que tinham mais de um filho, para excluírem a possibilidade de as geneticamente predispostas para a obesidade transmitirem os genes aos seus nenês.
Entre as 513 mil mulheres e as 1,1 milhões de crianças estudadas, os cientistas descobriram que as mulheres que ganharam mais 24 quilos durante a sua gravidez tiveram bebês com mais 150 gramas do que as que engordaram dez quilos.
Nos Estados Unidos, mais de um terço das mulheres com peso normal e mais de metade das mulheres obesas ou com excesso de peso engordam na gravidez acima do recomendado pelos médicos. Para um dos autores do estudo, David Ludwig, bebês mais pesados correm riscos, no futuro, de ter excesso de peso e desenvolver doenças como asma, alergias entre outras.
David Ludwig sustenta que, quando as grávidas comem abundantemente, algumas das calorias extras estimulam o crescimento do feto. Sendo assim, o feto se desenvolveria num ambiente metabólico anormal, ou seja, com excesso de açúcar no sangue. Tal panorama pode alterar o desenvolvimento de tecidos, órgãos, bem como do mecanismo cerebral que regula o apetite e o metabolismo da criança.
Por essas e outras, vale a pena dosar bem aquilo que vai ingerir durante a gestação. Afinal, além de cuidar da sua saúde, você garante a do seu filhote!

Fonte: Ciência Hoje

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dieta do leite ideal

Por: Vanessa Cicatti

O desejo de toda mamãe é produzir o melhor leite do mundo para seu filhote. Mas como fazer isso?

Depende da mamãe
Segundo Joyce Gurgel Terra, pediatra e nutróloga, a qualidade do leite materno depende diretamente da alimentação materna. Ela explica o porquê citando um exemplo: “quando a mãe está em estado de desnutrição, a qualidade do leite pode ficar diminuída em termos de valores de proteína e principalmente gordura, mas isso só ocorre caso a mãe esteja doente mesmo. O que verdadeiramente é recomendado é que a dieta materna contenha fontes de proteínas, calorias, vitaminas e minerais em quantidades suficientes para assegurar a produção e a composição adequada de leite”.

Mitos sobre o leite materno
Existe um grande mito em torno do fato de que os alimentos consumidos pela mãe podem alterar o sabor do leite. A nutróloga explica que isso não ocorre, uma vez que “o leite materno é produzido nas glândulas mamárias e constituído de nutrientes balanceados e essenciais para o bebê, além de aproximadamente 45 tipos diferentes de fatores que contribuem para o seu crescimento, desenvolvimento e proteção contra doenças”.
Outro grande mito gira em torno do quanto a alimentação da mãe interfere no leite produzido, podendo causar cólicas no bebê. De acordo com Joyce Terra, “não existem alimentos que devem ser evitados pensando na composição do leite, mas existe sim a necessidade de a mãe ter uma alimentação saudável e ingerir líquidos em quantidade adequada para a produção de leite”.

Leite da melhor qualidade
Para que a mãe produza uma boa qualidade de leite, o primeiro passo é contar com uma alimentação adequada.
Mas a nutróloga destaca que “é importante saber que a qualidade do leite humano depende muito do estímulo da sucção e da liberação de hormônios maternos, para que seja continuamente produzido em quantidades adequadas de calorias e nutrientes”.
Para que esses hormônios sejam liberados, a mãe deve estar tranqüila, confiante e motivada, não deixando de lembrar que a criança deve ser colocada em posição (‘pega’) correta para a sucção. “Quando isso não ocorre, a parte do leite que tem mais gordura e que sacia a criança não sai, ficando guardada dentro da mama. Se em todas as mamadas isso ocorrer, o organismo entende que está ‘sobrando’ leite e, portanto, diminui sua produção.”
Por conta disso, é muito comum o nenê ficar irritado e chorar de fome, afinal, o leite que está sugando não o satisfaz por falta de gordura.
Nesse caso, a mamãe pode confundir a atitude como resultado de cólicas ou, até mesmo, perceber que o pequenino está com fome e ficar insegura e ansiosa, achando que o leite é fraco ou insuficiente, tornando isso um círculo vicioso, com prejuízo da lactação e amamentação.
A pediatra lembra que “as orientações sobre a amamentação devem ser iniciadas na gravidez e estendidas ao pai e familiares para que todos apóiem e ajudem, tornando esse ato um momento de tranqüilidade para o bebê e para a mãe”.

O segredo do leite ideal está no prato da mamãe
A dica principal para as mamães que estão na fase de aleitamento materno é manter uma alimentação saudável, com uma dieta balanceada, comendo de tudo um pouco e sem exageros, não deixando faltar no prato carboidratos (pães, massas, batata), proteínas (carnes, ovos, leite e derivados), gorduras (sempre dando preferência aos óleos vegetais), fibras (cereais integrais), hortaliças e frutas, que vão garantir o aporte de vitaminas e minerais que você e seu filho necessitam.
Ah, também é importante lembrar que a lactante deve comer a cada três horas e consumir entre 500 e 700 calorias a mais do que estava acostumada a ingerir antes de engravidar. Mas fique tranqüila, isso não vai fazê-la engordar, já que as mamadas consomem cerca de 500 calorias por dia!
Agora que você descobriu que a qualidade do leite do seu pequenino depende diretamente do que você come, mais atenção ao que vai no seu prato, hein?!

Detalhes sobre o leite!
A nutróloga acha importante  ressaltar que o leite humano  não é sempre igual, ou seja,  depende do período em que se inicia a amamentação. “Logo que o bebê nasce, o leite é mais ‘aguado’ e chama-se colostro, porque existe a necessidade de maior quantidade de proteínas e outras substâncias para o desenvolvimento da criança, mas sempre é um leite muito rico. Depois, ele fica mais esbranquiçado e até amarelado, dependendo da quantidade de gordura e das necessidades para auxiliar no crescimento e no desenvolvimento.”
Portanto, não existe relação da cor com a qualidade do leite, pois ele é produzido em quantidades adequadas de nutrientes para as necessidades da criança.

Informações do especialista:
Joyce Gurgel Terra é formada em medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté e em pediatria pela Faculdade de Medicina de Marília. É especializada em nutrologia e intensivista pediátrica e neonatal.

Consultório:
Citen – Centro Integrado de Terapia Nutricional
Rua Vergueiro, 2564, cj.63/64 – Vila Mariana – São Paulo
Tel.: 11 5579-1561

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Convívio social reduz riscos de leucemia infantil

Por: Vanessa Cicatti

Um estudo conduzido por especialistas da Universidade da Califórnia sugere que o convívio entre crianças diminui os riscos de leucemia infantil.
Segundo os pesquisadores, a interação social entre crianças possibilita o contágio de doenças e infecções, aumentando as defesas do sistema imunológico contra males mais graves, como a leucemia ou o câncer da medula óssea.
Nessa pesquisa, os cientistas revisaram 14 estudos envolvendo 20 mil crianças, entre as quais 6 mil haviam desenvolvido leucemia linfoblástica. Eles afirmaram que
12 dos 14 trabalhos analisados indicaram que as crianças que conviviam com outras em escolas ou playgrounds tinham 30% menos riscos de desenvolver o tumor.
Ao combinar os resultados desses estudos, os especialistas concluíram que o efeito benéfico proporcionado pela interação social entre as crianças é real.
Diante disso, ajude seu bebê a ter muitos amiguinhos desde cedo. Além de ser divertido, faz bem para a saúde!

Fonte: BBC Brasil

domingo, 12 de junho de 2011

# Lá vem história

Livro da semana: Hora de Dormir, de Joanne Oppenheim. Editora Girafinha

Este conto de fadas acompanha algumas noites insones de um pequeno príncipe que ora chora, ora pede comida, reclama de tudo e nada de dormir.
Desesperado, o rei manda um importante comunicado a todos os cantos do reino: “Se alguém neste reino possuir sabedoria que faça o príncipe dormir, sem demora deverá ao castelo real se apresentar”.
A partir daí, uma divertida sucessão de personagens, cheios de truques e ideias mirabolantes, passam pelo castelo. Uma receita engraçada para você colocar seu baixinho na cama!

Sobre a autora:
Joanne Oppenheim é autora de mais de cinquenta livros sobre e para crianças. Além disso, é presidente e co-fundador da Oppenheim Toy Portfolio, Inc. um das mais conceituadas entidades em desenvolvimento infantil. A autora pode ser vista regularmente na NBC's Today Show, onde é colaboradora.

sábado, 11 de junho de 2011

GOSTOSO E SAUDÁVEL: Bolo Natural de Laranja

Criança que se preza ama bolo, principalmente aqueles cheios de recheios e coberturas. Mas, com a obesidade infantil rondando nossos lares, não dá para deixar o pequenino se empanturrar de guloseimas desse gênero a torto e direito. Então, resta às mamães e vovós colocarem a mão na massa e fazer bolos caseiros que, além de deliciosos também são saudáveis.
Veja a seguir a receita de Bolo Natural de Laranja. Certamente, seu pequeno vai gostar.

Ingredientes
• 3 xícaras (chá) de Açúcar Mascavo
• 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 200g margarina
• 2 colheres (sopa) cheias de Fermento químico
• 3 laranjas inteiras
• 4 ovos
• 100g ameixa seca sem caroços
• 100g passas sem sementes

Modo de Preparo
Numa tigela misture a farinha de trigo, o açúcar mascavo e as frutas secas, reserve. Bata no liquidificador a laranja sem a casca grossa, os ovos e a margarina, acrescentando por último o fermento químico.
Misture bem o creme batido no liquidificador aos ingredientes secos. Despeje tudo em uma forma retangular untada e enfarinhada. Leve ao forno por 30 a 40 minutos em temperatura média.

Esta receita faz parte da cartilha “Lanche Gostoso”, desenvolvida pela Uninove. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bebês têm predisposição
 para dançar!

Por: Vanessa Cicatti
Você acha fofinho quando seu filho dança? Então ficará surpresa ao saber que os pequenos têm predisposição para dançar.
É o que diz um novo estudo realizado com 120 crianças, entre os cinco meses e os dois anos, que revelou o fato de o ser humano nascer com predisposição natural para se mover ritmicamente como resposta à música que ouve.


Segundo Marcel Zentner, psicólogo da Universidade de York, na Inglaterra, a pesquisa investigação sugere que é a batida, em vez de outras características da música, como a melodia, que produz a resposta em recém-nascidos. Ele também acrescenta que também verificou-se que, quanto melhor as crianças eram capazes de sincronizar os seus movimentos com a música, mais sorriam.
O legal é que para testar a predisposição dos bebês para a dança, os pesquisadores reproduziram gravações de música clássica, de batidas rítmicas e de discursos para crianças, filmando os resultados. Também recrutaram bailarinos profissionais para analisar o quão bem os pequenos sincronizavam seus movimentos com a música.


Durante a experiência, os nenês estavam sentados no colo dos pais. Os adultos receberam instruções para que não se movessem e usassem auscultadores para se ter a certeza de que não conseguiam ouvir a música.
Os cientistas verificaram que os bebês moviam muito mais os braços, as mãos, as pernas, os pés e a cabeça ao ritmo da música do que quando ouviam os discursos gravados.

Embora esta capacidade de resposta à música pareça não ser nata ao ser humano, os pesquisadores ainda não têm certeza sobre as razões que levaram à evolução desta predisposição para a dança. Novos estudos deverão ser realizados para apurar esta questão. 
Enquanto isso, incentive seu baixinho a dançar. Isso ajuda muito no seu desenvolvimento!

Fonte: Ciência Hoje

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu quero meu ursinho!

Por: Vanessa Cicatti
Você se lembra do Linus, uma personagem da turma do Charlie Brown que vivia para lá e para cá com seu cobertorzinho azul? Pois é, ele é um dos principais representantes dos baixinhos que contam com a ajuda de seu ursinho de pelúcia, cobertorzinho ou travesseirinho, os chamados “objetos transicionais” para lidar com a angústia causada pela separação da mamãe, independentemente do motivo.  Quer entender por que seu filho não desgruda do urso de pelúcia? Então leia a seguir!

Entendendo o que é objeto transicional
Travesseirinho encardido e ursinho de pelúcia velho são os melhores amigos do seu bebê até quando ele está dormindo? Não adianta torcer o nariz para esses “verdadeiros tesouros” do baixinho, porque, de acordo com os especialistas, esses objetos são realmente valiosos para o seu filho.
Na década de 1950, o pediatra e psicanalista Donald Winnicott estudou a fundo a relação mãe-bebê e concluiu que esse paninho ou bichinho, denominado “objeto transicional” desempenha um papel fundamental na vida do pequeno a partir dos 5/6 meses de idade. Tudo isso porque essa fase é crucial, afinal, trata-se do momento em que o recém-nascido começa a perceber que existe
uma diferença entre ele e a mamãe, pois, até então, na sua cabecinha, ambos eram “uma coisa só”.
De acordo com a psicóloga Juliana Ricco Morillo, o objeto de transição ou objeto transicional pode ser qualquer objeto escolhido pelo nenê que o auxilia em seu desenvolvimento, principalmente quando ele está vivenciando a fase da “angústia de separação” de sua mãe.
“A partir de 5/6 meses, a criança começa a perceber o mundo externo e o objeto transicional funciona como se fosse um “pedacinho de sua mãe”, dando-lhe segurança e reduzindo sua ansiedade, permitindo que ela experiencie novas situações e esteja em contato com outras pessoas suportando a ausência da mãe. Eleger um objeto e tê-lo à mão sempre que sentir necessidade traz à criança uma sensação de segurança e poder, é uma forma de “controlar” algo num mundo onde sente que não tem controle algum.

Importante para lidar com as emoções
Como vimos, o objeto transicional é muito importante para um bebê. Afinal, sentimentos como medo, tristeza, angústia e solidão são algumas emoções vividas pelo pequenino nessa fase.
Dessa forma, para lidar com isso, o pequeno precisa sentir que existe algo ou alguém com ele que o defenda dessas ansiedades sempre que necessário. “Sem dúvida, a mãe é a melhor forma de acalmar a ansiedade de seu filho, porém nem sempre sua presença é possível, daí a importância do objeto de transição, pois ele traz uma sensação de conforto, de segurança, de ter algo conhecido mesmo que a criança esteja em um ambiente estranho”, explica a psicóloga.
Geralmente, a criança faz uso de seu objeto escolhido em:
• situações desconhecidas;
• na ausência dos pais;
• em momentos de tristeza ou
• quando vai dormir.
“Além de supernatural, é importante a criança fazer uso do objeto de transição para que possa passar de fase de maneira segura e desenvolver-se emocional e intelectualmente de forma sadia”, completa Juliana Morillo.

Escolhendo o companheirinho ideal
Para combater essa angústia danada causada pela percepção de que a mamãe não é parte de si, o nenezinho precisa encontrar o companheiro ideal. Mas será que o papai e a mamãe podem ajudá-lo nessa tarefa?
Juliana Morillo explica que o objeto de transição tem um valor emocional para o baixinho, pois ele adquire afeto por ese artefato, que será uma “companhia segura” em momentos difíceis. Portanto, é comum que a própria criança escolha o objeto.
“Os pais podem auxiliar nessa escolha deixando brinquedos próximos da criança quando eles precisam estar longe dela como, por exemplo, quando vão trabalhar. Mas é importante que não fiquem ansiosos para que o filho eleja rapidamente seu objeto, pois ela só fará isso quando sentir necessidade; aí vai se apegar ao que fizer sentido para ele.”
Geralmente, as crianças se apegam a algum boneco ou bichinho de pelúcia, mas também podem escolher um paninho, uma fraldinha ou um cobertorzinho. A chupeta também pode se transformar em objeto transicional, funcionando como se fosse o seio da mãe.
A psicóloga lembra que o famoso “amigo imaginário” (tema tratado da edição no  2 da Primeiros Passos) não é teoricamente um objeto de transição, pois não se trata de um objeto real, mas esse “amiguinho” desempenha a mesma função de um objeto de transição, só que com uma diferença: ele “aparece” na vida das crianças a partir de 2/3 anos de idade.

Companhia por tempo determinado
Não existe uma idade certa para o pequeno deixar o objeto transicional, mas é comum utilizar esse objeto somente na idade pré-escolar, ou seja, até os 5 ou 6 anos.
“Conforme a criança vai se desenvolvendo, o objeto de transição deverá ser trocado naturalmente por outras brincadeiras, que serão a nova forma de ela ‘resolver’ seus conflitos e angústias”, afirma Juliana Morillo.
A psicóloga alerta que é importante os pais observarem se o baixinho deixa de brincar com outras brincadeiras e outras crianças para ficar e brincar somente com o objeto escolhido. Segundo ela, “esse comportamento indica que ela não está conseguindo se desenvolver emocionalmente como deveria. E, nesses casos, é importante que os pais procurem uma orientação profissional”.

Enxergando a importância do objeto transicional
Pode ser que antes de ler esta matéria você achasse desnecessário seu filho andar por aí arrastando seu ursinho ou fraldinha prediletos. Agora que já sabe quantos benefícios isso traz para o desenvolvimento dele, precisa aprender a lidar com essa “companhia”.
Para a psicóloga, “o principal papel dos pais é reconhecer a importância do objeto transicional para o filho, permitindo que ele possa carregá-lo para onde sentir necessidade”.
Outro ponto importante que os pais devem observar diz respeito à limpeza do objeto de transição. “Como ele funciona como algo que a criança tem controle, conhece e lhe dá segurança, é importante que os pais não o limpem nem o modifiquem sem que ela saiba, pois isso pode fazer com que ela não o reconheça mais como seu objeto.
Quando se trata de uma criança maior, pode-se tentar acordos com ela para limpar o brinquedo, mas só o limpe se houver consentimento. Quando se trata de um bebê, é melhor conservar o objeto como está para que sua experiência com ele não seja rompida”.
Apesar de aceitar e incentivar o uso do objeto de transição, com o passar do tempo, os pais devem ajudar o filhote a encontrar outras formas de aliviar suas tensões, além do uso desse objeto.
“Ensiná-lo a brincar, propor novas brincadeiras, estimulá-lo a ter contato com outras crianças são algumas formas de prevenir que seu filho só consiga se acalmar com a presença desse objeto.” Embora ele seja muito importante nessa fase de transição, a criança não pode depender dele por muito tempo. Mas, com todas essas dicas, certamente você conseguirá ajudar seu anjinho a se desvencilhar desse companheirinho e desenvolver-se emocional e intelectualmente bem!

Informações do especialista:
Juliana Ricco Morillo é psicóloga formada pela Universidade Mackenzie. É especializada em terapia familiar e de casal pela Pontifícia UniversidadeCatólica de São Paulo.

Consultório:
Rua Padre Estevão Pernet, 346 – Tatuapé – São Paulo – SP
Tel.: 11 2093-9534

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mulheres têm coluna mais curvada “para ajudar na gravidez”



Por: Vanessa Cicatti

Segundo estudo publicado na revista Nature, as mulheres desenvolveram colunas vertebrais mais curvadas do que os homens para impedir que percam a estabilidade com o peso da gravidez.
De acordo com os especialistas responsáveis pela pesquisa, sem a curvatura mais acentuada as ancestrais dos seres humanos que caminhavam eretas não poderiam fugir de predadores durante a gestação. Além disso, também teriam sofrido de fortes dores nas costas.
A teoria desenvolvida por pesquisadores norte-americanos ganhou um peso maior quando a diferença entre a coluna de homens e mulheres foi identificada num fóssil de uma fêmea da espécie Australopithecus, que é um parente pré-histórico humano que viveu há cerca de dois milhões de anos.
A transição para um andar mais erguido verticalmente foi uma das mudanças-chaves na evolução do homem, mas teve uma conseqüência indesejável para mulheres grávidas. Tudo isso porque nos primatas o feto fica confortavelmente apoiado no ventre, mas em seres humanos, ele fica mais à frente, deslocando o centro de gravidade e causando desequilíbrio.
Tanto homens quanto mulheres têm uma curvatura na parte mais baixa da espinha, porém nas mulheres a curvatura se prolonga mais na coluna vertebral. Essa diferença permite que elas ajustem sua postura para se manter em equilíbrio e reduzir o desconforto causado pelas dores na parte mais baixa da espinha, mesmo nos últimos meses de gestação, quando o abdômen pode pesar cerca de sete quilos além do normal. E depois tem gente que duvida da sabedoria da mãe natureza, não é mesmo?

Fonte: BBC Brasil.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Depende de nós

Por: Vanessa Cicatti

O planeta Terra está clamando por socorro e ajudar a salvá-lo, antes de tudo, é uma questão de sobrevivência, afinal, dependemos dele para continuar a viver.
Como 2008 é o Ano Internacional do Planeta Terra, nada mais justo que nossos baixinhos aprendam, desde cedo, a importância da preservação do meio ambiente.
Por essa razão, a educação ambiental está na pauta de ensino de todas as escolas comprometidas com a formação de pequenos cidadãos, pois, mais do que nunca, a salvação do planeta depende de TODOS nós...

Aprendendo a amar a natureza
Embora, atualmente, cuidar da natureza seja uma necessidade, antes de tudo, é preciso que tenhamos consciência da importância da educação ambiental desde a infância.
De acordo com Maria de Jesus Rocha, psicopedagoga e diretora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo, “a educação ambiental desde a mais tenra idade é de importância incontestável, já que desde muito cedo a criança adquire hábitos embasados nos valores a que está exposta. Esses valores são transmitidos no dia-a-dia, tanto de forma lúdica como do modelo de comportamentos dos adultos com os quais convive. Por essa razão, é preciso conscientizar todos os cidadãos sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para a presente e futuras gerações”.
Berenice Gehlen Adams, pedagoga da Associação Projeto Apoema – Educação Ambiental de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, complementa, afirmando que a educação ambiental trata de uma nova forma de educar, voltada para a conscientização do ser humano em relação à vida em seu amplo contexto. Por essa razão é interdisciplinar e deve estar presente em todos os níveis do ensino, desde a educação infantil até o ensino superior.
“A educação ambiental é extremamente importante na infância, pois é o período em que a criança “descobre” o mundo, e também quando ocorre um maior acompanhamento da família em relação aos processos de aprendizado, possibilitando que a conscientização ambiental ultrapasse os muros da escola”, comenta Berenice Adams.
Por meio da educação ambiental aplicada com vivências (passeios por áreas urbanas e naturais, pessoas de diferentes áreas contando sua experiência para os pequenos, dramatização de situações cotidianas), dinâmicas (brincadeiras pedagógicas que usem como tema central questões ambientais), experiências (cultivo de mini-hortas para chás e temperos, minhocário, terrário etc.), pesquisas investigativas (como funciona isso ou aquilo, vamos descobrir?), a criança compreende a importância de relacionar-se bem com todos os seres vivos, as necessidades que eles têm e a importância dos recursos naturais do planeta. Dessa forma, seu senso crítico em relação às questões ambientais desenvolve-se desde cedo.

Brincando se aprende a amar a natureza
Não há uma idade específica indicada para o início da educação ambiental. Afinal de contas, ela também reflete uma postura de vida. Na opinião de Berenice Adams, quanto mais cedo isso acontecer, melhor. “As crianças desde bem pequenas podem ser educadas com foco em questões ambientais, em casa e na escola. Tudo depende muito da postura dos adultos e professores que vão acompanhá-las”.
Maria Rocha ressalta que “essa educação se estende no ambiente escolar, por meio da exposição da criança a textos e informativos sobre o assunto e, principalmente, se a escola pratica os conteúdos abordados na teoria”.
Para que os pequenos absorvam esse aprendizado são usados alguns métodos e estratégias específicos.
Segundo a pedagoga do Projeto Apoema, “sabe-se que para a Educação Infantil e séries iniciais da Educação Básica as atividades educativas em forma de vivências, dinâmicas e experiências são fundamentais para a promoção de aprendizagens significativas. Essas atividades devem trazer à tona os elementos ambientais”.
Além disso, “existe um bom acervo de livros em nossa literatura infantil que tratam deste tema. De forma muito lúdica, as histórias aproximam os baixinhos do assunto, levando-os à reflexão. Cabe ao adulto dar oportunidade para que a criança expresse sua interpretação do texto, compartilhando-a com outras crianças e adultos, favorecendo a troca de experiências”, completa a diretora pedagógica do Colégio Ápice.
O Colégio Ápice tem um exemplo muito significativo nesse projeto de educação ambiental. As classes de alunos com seis anos visitaram o depósito de lixo de um condomínio de prédios. Durante essa visita, ficaram impressionados com o volume de lixo produzido pelas famílias que ali residiam. Posteriormente, na roda de conversa, os professores propuseram que eles fizessem uma estimativa da quantidade de lixo que todos os condomínios e casas que conheciam estariam produzindo.
“A partir da exposição da criança com o problema, fomos introduzindo informações importantes sobre a redução e a reutilização de lixo. Elas também puderam observar que mesmo reduzindo e reutilizando alguns materiais, ainda assim, o lixo continuaria existindo. Foi quando fizemos um trabalho voltado para a coleta seletiva”, comenta orgulhosa Maria Rocha.
“A criança é uma excelente receptora de informações, pois não tem de mudar hábitos, mas apenas instalá-los, o que favorece muito a compreensão de todo o contexto que envolve a educação ambiental. Observamos que as próprias crianças são agentes de mudança na dinâmica familiar, pois, repassam o conhecimento que adquirem na escola, além de, freqüentemente, contestar as atitudes dos pais”, afirma a psicopedagoga do Colégio Ápice.
Entretanto, Berenice Adams salienta que “é preciso tomar muito cuidado na forma como as abordagens são feitas em relação aos problemas ambientais, não mostrando somente o lado ‘catastrófico’ da situação, mas também acrescentando que é possível fazer algo pelo meio ambiente e que elas, apesar de serem pequenas, podem colaborar”.

Em casa ou na escola?
A educação ambiental não requer um local específico para que seja transmitida à criança. Ademais, “hoje a educação está presente em praticamente todos os espaços, ainda que timidamente, o que comprova que é interdisciplinar e ‘intercontextual’, porque os problemas ambientais estão em toda parte do planeta”, explica Berenice Adams.
Entretanto, Maria Rocha lembra que “a escola é importante formadora de opinião e tem o papel de aproximar a família e a comunidade sobre ações educativas. A família e a escola devem trabalhar juntas nessa conscientização, pois quanto mais informações desse tipo o pequeno receber, mais rapidamente poderá incorporá-las no seu dia-a-dia”.
Outro ponto importantíssimo sobre o assunto é o papel dos pais nessa conscientização ambiental, como afirma a pedagoga do Projeto Apoema. “A presença dos pais no acompanhamento educacional das crianças é fundamental. Em se tratando da conscientização ambiental, nem sempre o aluno encontra “eco” do que é trabalhado na escola em seu lar. Portanto, a participação dos pais ou adultos que o acompanham vai depender da postura de vida que aquela família tem em relação ao ambiente. Educação ambiental é uma postura de vida, além de prática pedagógica e educacional. Neste caso, cabe ao professor estar atento e perguntar às crianças sobre o assunto. Caso identifique alguma situação estranha, ele deve cativar a família de forma criativa e prazerosa, porque por imposição ninguém muda de postura. Nessa situação, uma atividade de sensibilização com os pais é bem recomendada”.
Como a família é a principal formadora de valores, as atitudes dos pais com relação à preservação do meio ambiente são as primeiras e as mais importantes referências para a criançada.
Por essa razão, se você acha que o futuro do planeta está nas mãos do seu anjinho, mostre o que ele pode fazer para garantir os recursos essenciais para uma vida saudável e repleta de amor pela natureza.

Informações dos especialistas:
Maria de Jesus Rocha é formada em pedagogia pela Universidade Santo Amaro. É especializada em psicopedagogia e diretora pedagógica do Colégio Ápice, em São Paulo.
Colégio Ápice:
Rua José Jannarelli, 348 – Morumbi – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3721-7690
www.apiceeducacaoinfantil.com.br

Berenice Gehlen Adams é formada em pedagogia empresarial e orientação educacional pelo Centro Universitário Feevale. É especializada em estudos adicionais em alfabetização também pelo Centro Universitário Feevale.  Trabalha na Associação Projeto Apoema – Educação Ambiental, que fica em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
Associação  Projeto Apoema – Educação Ambiental:
Rua São Luiz Gonzaga, 1.152 – Novo Hamburgo – RS
Tel.: (51) 3594-9094
www.apoema.com.br